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A vida de Paulo Cezar dos Santos, considerado morto pela Justiça

ÉPOCA volta à casa do homem dado como morto. Há um ano, ele luta contra o Estado que o matou

Eliane Brum (texto) e Marcelo Min (fotos), Revista Época

Minha vida como morto

LABIRINTO
Paulo Cezar dos Santos (no centro) completou um ano como morto. À direita, seus pais, uma irmã e suas duas filhas. Na porta, outra irmã, o sobrinho e uma amiga da família. O cenário é sua casa, em um cortiço da Zona Leste de São Paulo

Quando acordou, na sexta-feira 7 de agosto, Paulo Cezar dos Santos completava um ano de morte. Desde a primeira noite de óbito, tem sido sempre o mesmo. Ele toma o comprimido de cor branca, sente o corpo amolecer, mas logo acorda. Assustado, vendo vultos na janela, pelas paredes. O medo parece fazer parte do ar que inala com dificuldade. Só quando os primeiros raios de sol dissipam as trevas, consegue um cochilo rápido, que de novo termina num despertar abrupto.

Paulo tem a sensação de estar a um segundo da tragédia. Em constante sobressalto. Morto nos papéis há um ano, sem conseguir provar sua existência, às vezes acredita que é um fantasma. Nas noites insones, acha que querem matá-lo, agora de fato. “Terminar o que começaram”, diz.

O instinto de sobrevivência leva Paulo à vigília. Sem dormir direito por tantos meses, a paranoia se acentua. Ao se agravar, piora a insônia. Dia a dia, dor e medo vão alargando a erosão de sua sanidade.

Na última vez que contou seu drama à psiquiatra do posto de saúde, em 22 de julho, ela lhe deu mais dois remédios, desta vez nas cores azul e rosa. E marcou uma nova consulta para outubro. É pelas cores que Paulo conhece seus remédios. Há ainda o vermelho, o verde e o branco.

A consulta durou menos de cinco minutos. “Ela não é muito de conversar”, diz Paulo. Ele pegou os azuis e rosa, mas não sabe para que servem. Como tem medo, preferiu não tomá-los. “Só tomo o branco, que me amolece”, diz. É assim que começa cada uma de suas noites de morto.

Em 9 de fevereiro, ÉPOCA contou a história de Paulo Cezar dos Santos, o morto-vivo. Pelo erro de um funcionário do Complexo Hospitalar Padre Bento, em Guarulhos, ele foi confundido com um homônimo que fazia tratamento no mesmo hospital. Paulo era paciente desde que, em 2006, foi assaltado ao voltar da padaria onde trabalhava e levou três tiros. O outro Paulo, o que de fato morreu, tinha aids.

Em 7 de agosto de 2008, um funcionário do hospital confundiu as fichas e preencheu com os dados do Paulo vivo a guia de encaminhamento do cadáver do Paulo morto. O erro deu início à produção de uma série de documentos que mataram Paulo Cezar dos Santos nos cadastros oficiais. Para o Brasil de papel, Paulo está morto.

Foi jogado num labirinto de burocracias que a ele parece infinito. “Às vezes preciso me olhar no espelho para acreditar que estou vivo”, diz. Visto como fantasma nas repartições públicas, começa a se sentir um espectro. Está ali, diante do funcionário, mas o servidor diz que está morto enquanto sua certidão de óbito “constar no sistema”.

Aos 41 anos, Paulo descobriu que o sistema é algo poderoso. Algo capaz de manter morto um homem vivo. Nas últimas semanas, eu e o fotógrafo Marcelo Min o acompanhamos em sua busca por uma porta que se abrisse. Eu havia ligado para saber como ele estava. Fiquei assustada com o desamparo em sua voz. Ele continuava morto e se sentia cada vez mais emaranhado num mundo que não compreendia. Expressou o temor de que acabaria morrendo de fato.

Marcelo Min

O ADVOGADO
Ademar Gomes, em seu escritório, em São Paulo. Ele afirma que decidiu defender Paulo Cezar dos Santos por causa de seu bom coração

Procurei seu advogado, Ademar Gomes. A entrevista foi marcada em seu escritório, um prédio de evocações neoclássicas, na Avenida Brasil, em São Paulo. Desenhado, segundo Gomes, por ele mesmo, e construído em 42 dias depois de demolir a “casa velha” que ali existia. Na fachada e no hall, estátuas de inspiração greco-romana. Na sala do advogado, mais estátuas e réplicas de cavalos. Mais tarde Gomes mostraria as fotos de seu haras e de sua casa no Morumbi, com “1.200 metros quadrados de área construída”. Usa, como de costume, gravata e lenço de seda, cinto e sapatos de couro de crocodilo. Conta sua história de menino pobre que venceu na vida. “O que me deixa mais feliz é ajudar alguém, entendeu?” Relata as caridades que costuma fazer. Sua alma sensível, afirma, é a razão pela qual assumiu o caso de Paulo.

Seu escritório entrou com uma “ação de anulação de registro com antecipação de tutela”. Paulo não entende o que isso quer dizer. Os nomes complicados da linguagem jurídica o esmagam. Como Gomes pediu o benefício da Justiça gratuita, o juiz primeiro teve de analisar se Paulo era pobre. Em 25 de maio, o juiz de Direito auxiliar Paulo Rogerio Bonini, da 6a Vara Cível do Fórum de Guarulhos, recusou o pedido, com um arrazoado que citava estimativas do IBGE e um estudo sobre “a nova classe média”. Conclusão: “O autor não preenche o perfil de pessoa pobre”.

A Justiça gratuita liberaria Paulo de pagar o que é chamado de “custas do processo”, calculadas pelo advogado em cerca de “R$ 300, R$ 400”. Ademar Gomes recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça. “Enquanto não julgarem, a questão da certidão de óbito fica parada”, diz. Perguntei a ele por que não pagou as custas e discutiu a questão da Justiça gratuita depois, para não interromper o andamento do processo. (Ele acabara de me contar que dera R$ 100 a uma moradora de rua, dias antes.) “Já estou trabalhando de graça”, disse. E completou: “Quem não luta pelos seus direitos não tem direito a ter direito”. Por um caso como o de Paulo, ele calcula que cobraria honorários de cerca de R$ 10 mil. Em 25 de junho, o juiz ignorou o recurso e extinguiu a ação pelo não pagamento das custas. Quando o procurei, mandou dizer que não faz comentários sobre processos.

Vou até a casa de Paulo, o homem que para a Justiça ainda está morto, mas não é pobre. É a casa 3 de um cortiço na periferia de São Paulo. São três peças com goteiras. Paulo tem vivido com as doações dos “irmãos” de sua igreja evangélica. O aluguel de R$ 200 está atrasado há três meses. Ele não recebe o benefício do INSS desde que foi dado como morto. Não pode trabalhar, porque ainda convive com as dores e as sequelas dos três tiros que levou. Depende de uma cirurgia que, três anos depois do assalto, o mesmo hospital que o matou no papel ainda não realizou.

Semanas atrás, surpreendeu-se com o aviso de que tinha uma dívida no banco de uma conta que afirma ter fechado. No cadastro da Serasa, está vivo. Descobriu então que está morto para tudo, menos para o sistema financeiro. Ficou ainda mais confuso. Não entende que conta é essa, desconhece os termos. “Às vezes, penso que era melhor estar completamente morto para que isso acabe”, diz. Oficialmente é sua a cova 35, na Rua 5 da Quadra 4 da Necrópole Campo Santo, em Guarulhos. Quando visitou seu túmulo, queria cavar para ter certeza de que não era ele que estava lá. A morte no papel está engolindo a vida concreta de Paulo.

Quando o encontro, em 16 de julho, ele nada sabe do processo. Haviam lhe dito que, de seis meses a um ano, poderia estar vivo de novo. Quando o prazo mais curto prescreveu, ligou ao escritório de Gomes e foi atendido por uma voz nervosa de mulher, que se apresentou como advogada. “Ela disse que não tinha nada previsto”, afirmou. Conto a ele o que o advogado me disse. “Mas como o juiz pode dizer que sou rico?”, pergunta, exaltado. Não tenho resposta. Paulo não só é morto, como um morto que pode pagar as custas do processo.

Ele chora. Seu pai, Cirilo, pedreiro aposentado, e sua mãe, Madalena, agricultora aposentada, choram. Eles vieram a São Paulo para ajudar o filho, mas não conseguem se sustentar na cidade com a aposentadoria de salário mínimo. Levarão as duas filhas de Paulo, Tamara, de 9, e Paula, de 10, para Anagé, no interior da Bahia. Paulo é um pai amoroso, que cria as filhas sozinho desde que se separou da mulher. Elas pulam no seu colo, dão beijos, mexem no seu cabelo. Os olhos dele acendem quando olha para elas. Mas a morte prolongou-se por tanto tempo que não consegue sustentá-las. Passa as noites de insônia vigiando as meninas, sem saber como protegê-las do mal do mundo. “Ele ora o tempo todo”, diz Paula, baixinho.

“Só por Deus”, repete Paulo, como um bordão. Soa paradoxal, mas a religião cumpre a função de mantê-lo no mundo terreno. Quando começa a ser dominado pela sensação de irrealidade, ele lança os joelhos ao chão e reza com fervor. Acredita então que há alguém que o escuta para além do mundo de portas fechadas e funcionários que repetem, impassíveis, os mesmos termos: “Primeiro é preciso legalizar”, “há um problema no documento”, “vamos marcar a prorrogação”, “não podemos mudar o que consta no cadastro”, “foi um equívoco de procedimento”, “o sistema não permite”.

No dia seguinte, 17 de julho, acompanhamos Paulo a uma consulta no hospital. Ele não consegue ir sozinho até lá. Tem medo de entrar. Acha que algo ainda mais terrível do que ser dado como morto pode acontecer com ele. Algo como morrer de fato. “Eles podem me dar uma injeção, alguma coisa para me matar”, diz. “Sei que é minha imaginação, mas sinto medo.”


A história do homem que foi ao hospital e descobriu que estava morto

A história de Paulo Cezar dos Santos, um homem que respira, fala e anda, mas precisa provar que está vivo
Eliane Brum (texto) e Marcelo Min (foto), Revista Época

Marcelo Min

O REAL SUPERA A FICÇÃO
Paulo Cezar dos Santos diante da cova que dizem ser sua, e seu atestado de óbito (acima, à esq.). Duvidam tanto de sua vida, que ele diz, às vezes, acreditar que está morto

Fazia sol e um calor atípico no inverno paulista, quando Paulo Cezar dos Santos descobriu que estava morto.

– Este homem está morto – afirmou a funcionária.

– Mas sou eu – disse ele.

– Não pode ser você. Está morto.

– Sou eu, sim. Estou vivo.

Era 19 de agosto de 2008. O diálogo, segundo “o morto”, foi travado no balcão de atendimento do Complexo Hospitalar Padre Bento, em Guarulhos. A funcionária prometeu corrigir o erro. Paulo acreditou. “Achei estranho, mas ela falou que resolveriam tudo e fui para casa”, diz (assista ao depoimento, abaixo).

Paulo é baiano, copeiro, evangélico, palmeirense, separado, pai de duas filhas que cria sozinho, inquilino de três peças num cortiço na Zona Leste de São Paulo. Não tem casa própria, mas desde agosto é dono da cova 35, na Rua 5 da Quadra 4, na Necrópole Campo Santo, em Guarulhos.

Nove dias depois de ser informado de sua morte, completou 41 anos. No dia seguinte, dirigiu-se ao banco para receber o auxílio-doença do INSS, no valor de R$ 620,50. Descobriu que fora cortado por “um problema na documentação”. Paulo também acreditou que seria resolvido.

Não foi a primeira vez que tentaram matá-lo. Só a mais bem-sucedida. Paulo depende do INSS desde 2006. Era meia-noite de 24 de julho. Ele conta que voltava para casa depois de terminar o turno na padaria, quando seu caminho foi interceptado. “Passa a carteira”, disse o assaltante. Paulo reagiu. “Só vi uma pessoa, então segurei a mão dele”, diz. Havia um segundo homem. Paulo levou três tiros: dois se alojaram no rosto, um no estômago.

Foi levado pela ambulância ao Hospital Geral de Guarulhos. E, por falta de recursos para socorrê-lo, transferido para o Complexo Hospitalar Padre Bento, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Ficou 19 dias internado. Depois de liberado, passou a fazer tratamento regular no hospital.

Outro Paulo Cezar dos Santos, doente de aids, também era atendido no local. Homônimos, suas vidas seguiam paralelas, sem que jamais tenham se encontrado. Às 15 horas de 7 de agosto de 2008, o segundo Paulo morreu de “tuberculose milial, síndrome de imunodeficiência adquirida”. Às 17h30, sua mulher, Dailda da Silva, de 45 anos, doméstica, comunicou a morte na 5ª Delegacia de Polícia de Guarulhos. Analfabeta, apenas entregou no balcão a guia de encaminhamento de cadáver, preenchida pelo hospital. A Secretaria de Saúde do Estado admitiu o erro: “Por um equívoco, que está sendo apurado internamente, o corpo foi encaminhado com os dados de um paciente vivo”.

A vida oficial de Paulo seguiu como morte para o Serviço de Verificação de Óbitos da Prefeitura de Guarulhos, o Instituto Médico Legal e o cartório de registro civil. Paulo, que sobrevivera ao ataque de bandidos, foi morto pelo Estado. Só teve certeza no segundo turno das eleições. “No primeiro, fui votar, e a moça disse que não podia”, afirma. “Ficou todo mundo olhando, e fui pra casa”. No segundo turno, a mesária despachou-o para o cartório eleitoral.

– Moça, estou com problema no título de eleitor – disse à funcionária.

Depois de examinar os documentos, Paulo conta que ela chamou uma colega.

– Esta pessoa, quem é? – perguntou.

– Essa pessoa sou eu mesmo – ele disse.

– Mas você está morto.

– Tem certeza?

– Aqui está o atestado de óbito.

Paulo pegou na mão seu próprio atestado de óbito. Estava mesmo morto. Apenas o segundo nome – Cezar – fora grafado com “s” – Cesar. “Meu pai está vivo, ele não morreu”, disse sua filha de 10 anos. Juntou gente. “Me apertavam o braço para confirmar se eu estava vivo, mesmo, ou se era um fantasma”, diz Paulo. No cartório de registro civil pagou R$ 17,80 por uma cópia do atestado de óbito e comunicou a família.


“Eu estou aqui, falando. Por que não percebem que estou vivo?”
PAULO CEZAR DOS SANTOS

Sua irmã ligou para a mãe, Madalena Vieira dos Santos, de 68 anos, em Anagé, na Bahia. “Mãe, o Paulo está como morto”. Madalena não entendia. “Como morto?” Ela e o marido, Cirilo dos Santos, de 68 anos, fizeram as contas, pegaram umas poucas roupas e a Bíblia – “arma e documento” – e desembarcaram em São Paulo. “A gente ganha menos de dois salários”, diz Madalena. “Partir o dinheiro, não dá. Então, fica aqui e ajuda o filho. Só não dá pra pagar o aluguel, porque senão não come.”

O pai encontrou um panfleto com a propaganda de um escritório de advocacia. Nele, estava escrito: “Não há causa impossível para Deus”. Cirilo achou que era sinal divino. Paulo foi em busca do endereço perguntando pela “doutora” Roseli Buqui, advogada que se desdobra entre a loja de cama, mesa e banho e um escritório de Direito na mesma rua da Zona Leste de São Paulo. Depois de ter certeza de que não era “gozação”, Roseli levou o caso à Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp). “Ele continuará morto por no mínimo mais seis meses”, afirma Roseli. “Demora provar na Justiça que alguém está vivo”.

Paulo não entende como respira, anda e fala, mas precisa provar que está vivo. Tem mais de uma dezena de estilhaços de bala no rosto – e um alojado na coluna cervical. Precisa fazer uma cirurgia, mas está morto. A água da chuva pinga das goteiras na sala decorada apenas com duas fotos das meninas e um relógio de parede. Na rua, as crianças o chamam de morto-vivo, as filhas brigam. Na quarta-feira, passou cinco horas no INSS. Pela quinta vez só neste ano, lhe pediram outros documentos. “Me mandaram ao hospital, mas não consigo ir”, diz. “Não é temor, é medo”. Na quinta-feira, a filha mais velha fez uma cirurgia, e faltava dinheiro para pegar os três ônibus para chegar ao hospital.

Diante da família reunida na sala, Paulo chora. “Não tenho como explicar o que sinto”, diz. “Não durmo porque tenho medo desde o assalto. A noite pra mim é esquisita, vejo sombras nas paredes. Só durmo quando amanhece. Não tenho como acordar, entende. Está sempre ali. Enterraram a comida, o sapato e a roupa das minhas filhas. Vivo com a morte.”

Dias atrás, Paulo ficou confuso. Pediu a um vizinho que o levasse ao cemitério. Precisava ver seu túmulo. “Quando acordei do assalto, achei que estava morto. Agora senti a mesma coisa. Pensei que talvez estivesse à toa na terra”, diz. “Me deu vontade de abrir aquela cova para ver quem estava dentro. Será que sou um fantasma?” Paulo pediu ao vizinho que tirasse uma foto sua diante da cova. Guarda a foto e o atestado de óbito numa pasta que carrega para todo lado. Mostra e diz: “Sou um morto-vivo”. A filha de 8 anos repete: “Morto-vivo”.

Paulo é um homem com uma humildade atávica no olhar. Conta que começou a trabalhar como pedreiro aos 10 anos e só estudou até a 4ª série. Vestiu sua melhor roupa para dar entrevista a ÉPOCA e suporta horas de perguntas apesar da dor no pescoço, para onde leva a mão o tempo todo. Sua filha menor serve café, a maior mostra suas preciosidades para as visitas: prendedores coloridos de cabelo. Paulo está morto, mas a vida dói. Parece ser apenas a última das mortes simbólicas que lhe infligiram ao esmagar seus sonhos devagar. Ao final, agradece por ser escutado. Pergunto se ele tem algo mais a dizer. Paulo afirma que sim: “Peço que abreviem a minha morte”.

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  1. Dr. OTONIEL AJALA DOURADO

    Infelizmente o caso é apenas mais um em nosso continental e injusto país, demonstrando que a Justiça brasileira precisa ser mais humana, e o magistrado, entender a sua função social, que, diante de uma violação aos Direitos Humanos, deve ser ágil no cumprimento jurisdicional, trazendo assim, a efetiva paz social, e restituindo-se o Estado de Direito, à quem precisa, sem causar qualquer impedimento.

    Mas é difícil alguem entender a dor do Outro, se nunca sentiu igual, se jamais sofreu o desamparo, a necessidade ou se sentiu impotente…

    Valendo dizer, que para nosso país ser mais justo, o sentimento de EMPATIA deveria ser encontrado em todas as esferas do Poder Público.

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    http://www.sosdireitowshumanos.org.br

    Sep 13, 2009 @ 10:34 PM

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