Entrei na banca de jornal em busca de um Marlboro solto e no instante seguinte começou o temporal. Fiquei ilhado por lá quase uma hora, primeiro olhando os sacos de lixo boiando e descendo a correnteza da Inácio Pereira da Rocha, os carros correndo desesperados, um deles bateu e derrubou um poste, deu ré e foi embora, depois ri com uma moça que saiu de um prédio descalça, os pés submersos, de salto alto nas mãos, roupão de banho branco e agora toda molhada. Foi em direção à FNAC . Fazia pelo menos uns dez anos que não passava mais de 5 minutos dentro de uma banca de jornal, antes de me cansar com tanta informação. Ia atacar as revistas, mas ainda resolvi testar a lei antifumo sob a tempestade e acendi o cigarro num canto, sob o toldo e com o vento e a chuva a favor. Ninguém reclamou. Foi instrutivo ver tantos títulos de revistas, ao som de uma tv no alto, passando o Jornal Nacional e mais tarde a novela das 8. Senti até um alívio, sabe, eu tinha acabado de resolver uma pendência antiga. Folheei uma PEGN (Pequenas Empresas Grandes Negócios) de dezembro de 2009 e vi uma matéria da reporter Elisa Corrêa sobre produção artesanal, feito à mão, dentro da indústria e da qual as fotos são minhas. Lembrei que a Elisa fez um slideshow (soundslide) bem bacana com as fotos e poxa, já que voltei com o blog, tenho mais é que fazer um post com o link né? Táqui: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI107592-17212,00-FEITO+A+MAO.html