Fui pro cine ver o Redentor e valeu os 11 reais que paguei. Ao contrário do Cidade de Deus ou Carandiru em que os bandidos são pretos, favelados e usam chinelos de dedo, no filme do diretor Cláudio Torres, entre uma legião de sem tetos e presidiários mal encarados, o bandidão mor é branco mesmo, loiro e veste Armani e seu cúmplice um cara da classe média, o que, eu acho, reflete melhor a imagem de quem rouba mesmo no atacadão neste país. Tamos chegando mais perto das nossas chagas. Ah, tal qual no Auto da Compadecida e em Deus é Brasileiro, O Todo Poderoso também faz sua pontinha.