outubro 19, 2004

Luta pela Dignidade

Digital, Marcelo Min, 20041019, Heliópolis
Heliópolis, Zona Sul, novo serviço de coleta de lixo porta-a-porta de favelas e locais de difícil acesso com mão-de-obra local.

Digital, Marcelo Min, 20041019, Heliópolis
Nem precisa dizer a alegria que é não estar mais desempregado.

Digital, Marcelo Min, 20041019, Heliópolis
A maior favela de Sampa Crazy City (com 120.000 pessoas, a maior da América Latina, depois da Rocinha) querendo tornar-se simplesmente um bairro. Com calçadas, ruas, vielas, luz, esgoto, escolas, até boutiques, bares, padarias, telecentro, academia de ginastica, video-locadoras e coleta de lixo, claro!

do site da prefeitura

Com a assinatura dos contratos de concessão dos serviços divisíveis de limpeza urbana, a Prefeitura deu um importante passo no processo de modernização do setor na cidade. Dentre os novos serviços que serão oferecidos no modelo, o primeiro a ser entregue à população é o de coleta porta-a-porta dos resíduos domiciliares em favelas e áreas de difícil acesso. Será realizada uma apresentação do novo serviço amanhã (19), na favela Heliópolis (ver serviço abaixo).

Para que a coleta seja eficiente estão sendo contratados trabalhadores dentro da própria comunidade. Esse critério de contratação é importante porque, além de gerar emprego para a população mais carente, garante que o coletor conheça o local e as condições com as quais irá se defrontar, agilizando seu trabalho.

A coleta em favelas está em fase de implantação, que servirá para determinar a metodologia do serviço nas demais regiões da cidade. Para receber essa primeira fase foram escolhidas duas favelas (uma em cada agrupamento). A favela Heliópolis, no distrito do Sacoman, é uma das maiores da cidade, com cerca de 120 mil moradores em 30 mil unidades habitacionais. Para a coleta em Heliópolis foram contratados 25 coletores. Dois compactêineres foram instalados em pontos distintos.

Na região Noroeste foi escolhida a favela do Jaguaré para acolher o programa neste primeiro momento. Bem menor, com cerca de quatro mil moradias, no Jaguaré foram contratados seis coletores. Além de menor, a favela do Jaguaré é menos urbanizada que a Heliópolis. As condições distintas das duas comunidades escolhidas garantem uma avaliação completa sobre o novo serviço. Como é um serviço inédito, não há uma projeção em relação à quantidade de material que será recolhido. A comunidade está sendo informada sobre o serviço por panfletos explicativos distribuídos pelos próprios coletores.

Investimentos - A concessão garante os investimentos que a área de limpeza pública precisa, como a modernização dos transbordos existentes e instalação de outros novos, implantação de duas usinas de compostagem e dois aterros sanitários, unidades de tratamento de resíduos de saúde e da coleta domiciliar conteinerizada; além de 17 novas centrais de triagem de materiais recicláveis e um programa de educação ambiental do programa Coleta Seletiva Solidária. São investimentos na ordem de R$ 1,1 bi que irão evitar o colapso do setor e garantir o destino correto dos resíduos produzidos em São Paulo. A coleta seletiva porta-a-porta também começa a ser ampliada. Hoje são 45 distritos atendidos. Até meados de 2005 todos os 96 distritos da cidade contarão com a coleta seletiva porta-a-porta.


Os principais investimentos, na ordem de R$ 1,1 bilhão, compreendem:

* Coleta porta-a-porta de todas as favelas e locais de difícil acesso;

* Implantação de equipamentos de coleta em favela;

* Ampliação da coleta diferenciada de resíduos (coleta seletiva porta-a-porta). Com este serviço, a freqüência média na Cidade aumenta de 3 para 4 vezes semanais; expandindo consideravelmente a oferta do serviço de coleta;

* Implantação de Pontos de Entrega Voluntária de material reciclável;

* Implantação da coleta mecanizada de contêineres;

* Implantação de dois novos aterros sanitários;

* Implantação de usina de compostagem junto aos novos aterros (uma para cada agrupamento), com capacidades de tratamento de 1.000 toneladas/dia cada uma;

* Monitoramento, manutenção e vigilância dos dois aterros ativos (Bandeirantes e São João);

* Monitoramento, manutenção e vigilância de aterros desativados (Vila Albertina, Santo Amaro);

* Vigilância de aterros desativados (Sapopemba e São Mateus) até sua transformação em parques;

* Modernização das Estações de Transbordo de Ponte Pequena e Santo Amaro;

* Modernização da Estação de Transbordo Vergueiro até seu encerramento;

* Implantação de duas Novas Estações de transbordo (uma para cada agrupamento);

* Implantação de unidades de tratamento de resíduos de serviços de saúde (uma para cada agrupamento);

* Implantação de 17 Centrais de Triagem de material reciclável (5 no agrupamento noroeste e 12 no agrupamento sudeste), com equipamentos (esteiras, prensas, balanças, bags, EPIs etc.) e veículos de coleta (caminhões);

* Desenvolvimento de tecnologia de redução para 1.000 toneladas/dia em cada agrupamento, com geração de energia.



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