Operação Sagitário no Stand Center da av. Paulista onde a Polícia Federal e a Receita fizeram uma verdadeira "limpa" nos estandes das lojas em busca de produtos contrabandeados ou irregulares. Alguém aí sabe me dizer onde é que vão parar todas estas mercadorias?












Enquanto as ruas de São Paulo são tomadas por vendedores de CDs, e DVDs piratas, e que mesmo com alto falantes buzinando no talo, a GCM não consegue caçá-los, o prefeito José Serra, o sub Andrea Matarazzo, resolveram combater a pirataria cassando as TPUs, Termo de Permissão de Uso, de ambulantes deficientes físicos.




Drauzio Correia da Cruz, 65 anos, paraplégico e com graves problemas de saúde, teve a sua banca de calçados, com mais de 30 anos, na Ladeira General Carneiro destruída pela GCM e a sua TPU cassada. Motivo? No dia 11 de outubro chegou atrasado para abrir sua banca, é usuário de ônibus especial que custou a chegar, e como quem a abriu foi um de seus auxiliares, o guarda civil decidiu que ali estava havendo uma irregularidade. De tudo o que ele tinha, hoje ele não tem mais nada. Só tristeza.



Camelos fecharam todas as lojas do centrão.
"Economia informal cresce e supera 10 milhões de negócios no país
(Por Andrei Khalip)
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A economia informal no Brasil cresceu 9 por cento entre 1997 e 2003, superando 10 milhões de negócios, apontou nesta quinta-feira um estudo do IBGE. Das pequenas empresas fora do setor agrícola no país, 98 por cento estão na informalidade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística afirmou que o setor informal empregava quase 14 milhões de pessoas em outubro de 2003. O número representa aumento de 8 por cento em relação a 1997.
O estudo seguiu a metodologia da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e classifica como setor informal os negócios de produção em pequena escala, baixo nível de organização e quase nenhuma separação entre capital e trabalho.
Oitenta e oito por cento dessas empresas não são registradas juridicamente, segundo o estudo.
A maior parte dos negócios informais é composto por autônomos, que vão de vendedores de rua a fotógrafos de casamento e massagistas.
O emprego no setor informal é responsável por cerca de 25 por cento da força de trabalho, excluídos os postos de trabalho na área de agricultura.
O IBGE destacou a pequena tendência de formalização, já que o número de pequenas empresas (registradas e não registradas) subiu 10 por cento de 1997 a 2003, enquanto o crescimento de empresas informais foi de 9 por cento.
"Isso aponta um pequeno aumento na formalidade (da economia)", indicou o IBGE.
Trabalhar sem registro em carteira é a única forma de sobrevivência para milhões de brasileiros. Sem esses empregos, a taxa de desemprego no país seria muito mais alta que os atuais 10 a 11 por cento.
Os economistas, no entanto, dizem que empregos e empresas não registrados representam um problema para a maior economia da América Latina por conta da ineficiência e da evasão de impostos. Para eles, o país deve resolver a questão se quiser atingir crescimento sustentável.
O IBGE acrescentou que o número de empresas lucrativas no setor informal caiu para 73 por cento em 2003 em relação aos 93 por cento em 1997. A receita média mensal recuou para 1.754 reais em 2003, ante 2.183 reais em 1997 e o lucro líquido caiu de 977 reais para 911 reais.
"O empobrecimento do setor informal é diretamente ligado ao fraco crescimento econômico entre 1997 e 2003", disse Luis Carlos Barbosa, diretor-técnico do serviço nacional do Sebrae, que ajudou o IBGE na pesquisa.
"O número de empresas informais aumentou, mas a economia não acompanhou esse movimento. Assim, apenas o número de fatias do mesmo bolo aumentou."
Cerca de 94 por cento das companhias não utilizaram crédito para desenvolver seus negócios pelo menos nos três meses anteriores à pesquisa.
De acordo com o estudo, mais da metade das empresas informais não fazem contabilidade. O número é maior que em 1997, quando 46 por cento não adotavam essa prática.
O IBGE disse que o comércio e consertos são responsáveis por 33 por cento das atividades informais, seguidos pela construção civil."


De volta a Crazy City e depois de uma hora de um rush cinzento no Perdizes/Aeroporto, resolvi descer na Av. Paulista depois que vi este cartaz...
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Irisvaldo Francisco Lopes, 42, 7ºsérie, casado com Silvanete, 28, cozinheira e empregada doméstica, filha de 7 anos na 1º série, está desempregado desde janeiro e seu irmão deu um ultimato pra sair de sua casa, até amanhã, e por causa do desespero, Deus lhe deu uma idéia, fazer um cartaz e ir pra av.Paulista. E junto de seu amigo (pagou dez reais pra ajudar a segurar o escrito) estavam lá na avenida desde 8:20. Eram 15:30 e ninguém ainda havia perguntado nada. Irisvaldo veio de Vitória da Conquista em 81 e pediu as contas de um sítio onde trabalhava na estrada do Itapecirica pra trabalhar numa mansão no Morumbi. Achou que iria melhorar de vida. Mas Silvanete só sabia cozinhar o trivial. Perderam o emprego e desde lá só connseguem pequenos bicos. Ainda tem um carro, dentes de ouro, acho, e um relógio dourado. O caseiro desempregado não se lembra as vezes que deixou currículos nas agências de trabalho, onde tem que pagar R$4,00 pelo serviço. A faixa custou R$20,00 e é isso... 4781-0756
Ainda pela Av.Paulista, vi as garrafas e os óculos fundo de garrafa deste rapaz e não resisti. Fui lá trocar uma idéia...
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Márcio Gonçalves, 19, entregador de bebidas há 10 meses, ganha um salário mínimo, R$250,00, e não tem carteira assinada.
"Com 250 não dá pra fazer praticamente nada, porque eu pago aluguel para a minha mãe e sobra pouquíssimo pra mim arrumar as minhas coisas...Moro com o meu pai e minha mãe mora separada...Ele é lustrador de móveis...Minha perspectiva de futuro é se eu estudar eu vou ser alguma coisa lá mais pra frente...se eu não estudar não vou ser nada alem de entregador.
Isso se para ser entregador daqui a alguns anos não precisar ter mais do que o primeiro colegial. Fiz até a sétima e parei há uns dois anos. Tenho que estudar para no futuro ter um salário melhor, né? Senão jamais eu vou conseguir alguma coisa com o mercado que tá hoje. Tá competitivo...
Se bater o desespero eu não vou fazer nada de errado porque eu já fiz o de errado e já vi que não vale a pena...Aconteceu o que acontece com tudo mundo que faz de errado, vai preso.... exato, passei um tempo na Febem...55...furto...Lá aprendi de bom e de ruim. Foi normal...Só basta vc saber tirar as coisas de bom pra vc né? Não vou dizer que tudo o que vc aprende lá dentro é de ruim... lá tem escola, tem isso, tem aquilo...passei de ano lá dentro...tava na quinta se não me engano, qdo entrei e terminei na sétima. Eu tava na unidade 20, do Tatuapé...
Pra mim tanto faz, pode colocar a minha foto sim, eu já esgotei o que devia para a sociedade. Não fiquei marcado assim que saí de lá...Mas, se eu fizer alguma coisa de ruim de maior e aí por exemplo se o patrão quiser fazer um atestado de antecedentes aí consta, caso contrário não estou marcado em lugar algum... Aliás o meu patrão sabe que sou ex-interno. Ele mesmo falou que não me pegaria se ele soubesse depois, mas pela minha franqueza que eu cheguei nele e falei, não eu passei..., eu tive uma experiência assim tal...logo no primeiro dia que eu fui lá me apresentar... Ele sentiu uma firmeza nisso e viu que eu estava sendo sincero...
Na verdade era pra mim ter me matriculado já este ano...entendeu...mas não me matriculei porque tive uns problemas lá com a minha mãe que ela tem problema de saúde...entendeu....agora mesmo ela se operou de apendicite...de repente deu nela... já teve tuberculose....então quer dizer....ela é uma pessoa difícil de problemas....e devido a isso e a outro problemas que eu tenho não tive tempo de fazer a minha matrícula, fora que o meu histórico escolar está extraviado....e é toda uma burocracia dentro da Febem...chegando lá eu não posso entrar....menor não entra lá...
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dobrando a esquina, Av. São João e um morador de rua...
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Naldoredes Poli, 49, estudou até a terceira série, está há 25 anos em São Paulo, vindo do Paraná, ajudante de obra, carpinteiro e operador de máquinas, faz 20 anos que está desempregado "porque diz que a pessoa quando tá com uma certa idade, disse assim que passou de quarenta anos pra cima não arruma mais serviço". Naldoredes então recolhe papel nos lixos da cidade e consegue ganhar no máximo R$4,00 por dia, que "só dá pra almoçar male male no mesão..."
- O senhor tá sabendo desse movimento dos sem-tetos?
- Eu tô sabendo
- O senhor participa?
- Não estou participando ainda não, mas eu tô sabendo... Eu não tô participando porque estou dormindo na rua, lá no posto de gasolina da R.Turiassu e até agora não me chamaram pra participar deste sem-teto ainda não
- Se charmar o senhor vai?
- Vou. Se chamar eu vou, participo de tudo
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Depois de sair da Folha deu comichão de sair fotografando pelas ruas, ônibus e até padaria onde fui comprar meus 200 gramas de queijo prato faisfavor!