Clique no ônibus escolar ou no menino limpador de para-brisas para mais fotos.

Ciudad del Este, Paraguai
Operação Sagitário no Stand Center da av. Paulista onde a Polícia Federal e a Receita fizeram uma verdadeira "limpa" nos estandes das lojas em busca de produtos contrabandeados ou irregulares. Alguém aí sabe me dizer onde é que vão parar todas estas mercadorias?












Esta queda aconteceu de 2003 para 2004, deixando o País com a menor proporção de miseráveis desde 1992. A redução da taxa foi fortemente influenciada pela queda na distância entre os ricos e pobres no Brasil.
Rio de Janeiro - O índice de miséria no Brasil caiu 8% de 2003 para 2004, deixando o País com a menor proporção de miseráveis desde 1992. A redução da taxa foi fortemente influenciada pela queda na distância entre os ricos e pobres no Brasil, registrada em três anos consecutivos. Somente em 2004, a desigualdade caiu duas vezes mais do que no ano anterior. Os dados são do estudo Miséria em queda Mensuração, Monitoramento e Metas, elaborado com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004 (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado hoje pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para o coordenador do estudo, Marcelo Néri, se não houvesse redução na concentração de renda, a queda da taxa de miséria no ano passado teria sido de 2,7%. "Ainda não é possível dizer que a redução do abismo entre ricos e pobres é uma tendência de longo prazo, mas o fato da queda ter acontecido por três anos consecutivos é inédito na história brasileira dos últimos 30 anos, além de ter passado por governos diferentes e de uma maneira muito forte", avaliou.
Néri também atribuiu a queda da pobreza ao crescimento econômico do país e listou fatores como estabilidade da inflação, reajuste do salário mínimo, recuperação do mercado de trabalho, aumento da geração de empregos formais e ainda o aumento da presença do Estado na economia, com uma maior transferência de renda para a sociedade. Ele disse ainda que o aumento da taxa de escolarização da população tem sido fundamental para a redução da desigualdade entre ricos e pobres.
"Há uma nova geração de programas sociais que está fazendo a sociedade brasileira enxergar que é preciso dar mais a quem tem menos e entre os exemplos estão o programa Bolsa Família e o programa de aposentadoria rural. A cobertura destes dois programas alcança os bolsões de pobreza das zonas mais distantes dos grandes centros, reduzindo bastante a miséria no país".
De acordo com o estudo da Fundação Getúlio Vargas, em 2004, 25,08% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza, ou seja, ganhava menos de R$ 115,00 por mês. Em 2003, eram 27,26% dos brasileiros. Néri explicou que, na avaliação da FGV, o Brasil segue um ritmo compatível com o das Metas do Milênio, que busca reduzir a pobreza à metade em 25 anos (de 1990 a 2015).
As informações são da Agência Brasil.



Camelos fecharam todas as lojas do centrão.
"Economia informal cresce e supera 10 milhões de negócios no país
(Por Andrei Khalip)
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A economia informal no Brasil cresceu 9 por cento entre 1997 e 2003, superando 10 milhões de negócios, apontou nesta quinta-feira um estudo do IBGE. Das pequenas empresas fora do setor agrícola no país, 98 por cento estão na informalidade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística afirmou que o setor informal empregava quase 14 milhões de pessoas em outubro de 2003. O número representa aumento de 8 por cento em relação a 1997.
O estudo seguiu a metodologia da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e classifica como setor informal os negócios de produção em pequena escala, baixo nível de organização e quase nenhuma separação entre capital e trabalho.
Oitenta e oito por cento dessas empresas não são registradas juridicamente, segundo o estudo.
A maior parte dos negócios informais é composto por autônomos, que vão de vendedores de rua a fotógrafos de casamento e massagistas.
O emprego no setor informal é responsável por cerca de 25 por cento da força de trabalho, excluídos os postos de trabalho na área de agricultura.
O IBGE destacou a pequena tendência de formalização, já que o número de pequenas empresas (registradas e não registradas) subiu 10 por cento de 1997 a 2003, enquanto o crescimento de empresas informais foi de 9 por cento.
"Isso aponta um pequeno aumento na formalidade (da economia)", indicou o IBGE.
Trabalhar sem registro em carteira é a única forma de sobrevivência para milhões de brasileiros. Sem esses empregos, a taxa de desemprego no país seria muito mais alta que os atuais 10 a 11 por cento.
Os economistas, no entanto, dizem que empregos e empresas não registrados representam um problema para a maior economia da América Latina por conta da ineficiência e da evasão de impostos. Para eles, o país deve resolver a questão se quiser atingir crescimento sustentável.
O IBGE acrescentou que o número de empresas lucrativas no setor informal caiu para 73 por cento em 2003 em relação aos 93 por cento em 1997. A receita média mensal recuou para 1.754 reais em 2003, ante 2.183 reais em 1997 e o lucro líquido caiu de 977 reais para 911 reais.
"O empobrecimento do setor informal é diretamente ligado ao fraco crescimento econômico entre 1997 e 2003", disse Luis Carlos Barbosa, diretor-técnico do serviço nacional do Sebrae, que ajudou o IBGE na pesquisa.
"O número de empresas informais aumentou, mas a economia não acompanhou esse movimento. Assim, apenas o número de fatias do mesmo bolo aumentou."
Cerca de 94 por cento das companhias não utilizaram crédito para desenvolver seus negócios pelo menos nos três meses anteriores à pesquisa.
De acordo com o estudo, mais da metade das empresas informais não fazem contabilidade. O número é maior que em 1997, quando 46 por cento não adotavam essa prática.
O IBGE disse que o comércio e consertos são responsáveis por 33 por cento das atividades informais, seguidos pela construção civil."

