setembro 27, 2007

Bichos do Mato Grosso

Digital, Marcelo Min / Agência Fotogarrafa, 20070902_072938, Anta correndo em fazenda de soja
Depois de 16 horas dirigindo pela noite, 900 km entre Colniza e Sinop, olhos estatelados, estrada de terra e floresta devastada adentro, uma anta correndo cheia de dignidade em fazenda de soja, no Mato Grosso. Só deu para fazer esta foto.

Digital, Marcelo Min / Agência Fotogarrafa, 20070829_083311, gado de Rondônia no norte de Mato Grosso
Vacas, bois, cavalo e boiadeiro de Rondônia, no caminho de ida.

Posted by fotogarrafa at 03:44 PM

setembro 13, 2007

Mad Max em Colniza ou o que sobrou da Amazônia no norte do Mato Grosso

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Para entrar em Colniza, a cidade mais violenta do Brasil (165,3 homicídios por 100 mil habitantes, OEI) é só clicar na foto abaixo sobre a caatinga em que se transformou a Floresta Amazônica no Mato Grosso.
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Posted by fotogarrafa at 06:44 PM

novembro 11, 2006

Projeto Vitória

pDigital, Marcelo Min / Agência Fotogarrafa, 20061109, Coleta Seletiva, Projeto Vitória, 11-6244-6665, Tucuruvi
Coleta Seletiva, Tucuruvi

Posted by fotogarrafa at 12:22 AM

outubro 18, 2006

Xikrin Cateté

Protesto de índios da aldeia Xicrin, em Carajás (PA), contra a Companhia Vale do Rio Doce.

pD20061018_20_26_Xikrin_Carajas.jpgpD20061018_20_16_Xikrin_Carajas.jpg
Pajé Guaianá Murutuki XiKrin, esq

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pD20061018_20_45_Xikrin_Carajas.jpgpD20061018_20_16_Xikrin_Carajas.jpg
Cacique Bep-Karoti Xikrin, esq

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Índios ignoram mandado e mantêm ocupação em mina da VALE
REUTERS, 19.10.2006
Fabio Murakawa
PARAUAPEBAS, Pará, 19 de outubro (Reuters) - Os cerca de 200 índios que ocupam as instalações da Companhia Vale do Rio Doce em Parauapebas (PA) prometem ignorar o mandado de reintegração de posse concedido pela Justiça e dizem que vão permanecer nolocal até serem recebidos pela diretoria da empresa.
Reivindicando um aumento na remuneração oferecida pela Vale, a construção de casas e manutenção de rodovias, os indígenas paralisaram a mina de minério de ferro de Carajás, que tem produção diária de 250 mil toneladas.
"Se a Vale fala alguma coisa, nós saímos. Se a Vale não fala nada, nós podemos ficar aqui até 90 dias", disse o cacique Bep-Karoti Xikrin, um dos líderes da ocupação.
O cacique, juntamente com cerca de 80 índios, passará a noite acampado em um centro comercial no Núcleo Urbano das instalações da Vale. A maioria instalou redes no coreto da praça e em um galpão próximo para dormir. Os demais permanecem na mina.
Bep-Karoti não se mostra preocupado com a possibilidade de uma ação violenta da polícia em eventual ação para cumprir a decisão da Justiça."Não tenho nada para conversar com a a polícia... A polícia não tira minério, quem tira minério é a Vale."
De acordo com a ordem judicial, os índios têm até as 16 horas de quinta-feira para deixar as instalações. A Justiça estipulou ainda uma multa diária de 10 mil reais em caso dedesobediência. Uma associação criada para funcionar como pessoa jurídica dos indígenas arcaria com esse valor, segundo o advogado Jorge Luis Ribeiro dos Santos, que acompanha os índios. A Vale se recusa a negociar com os índios enquanto a ocupação continuar. Oficialmente, a empresa afirma desconhecer o motivo da invasão e diz que os indígenas usam de "métodos ilegais" e que "não cederá a chantagens de qualquer espécie".

INVASÃO MASCULINA
Os cerca de 200 índios chegaram em ônibus fretados e entraram pela portaria da frente da empresa. Vieram acompanhados de apenas duas mulheres, Iredyan, 54 anos, e Noi-Beiti, 50anos. Criadas fora da aldeia Xikrin, no Pará, elas fizeram parte do grupo por saber falar português, o que é proibido para as mulheres da comunidade

Posted by fotogarrafa at 10:29 PM

Marabá

pDigital, Marcelo Min / Agência Fotogarrafa, 20061017, Pará, Marabá, Rio Itacaiúnas, crianças
Rio Itacaiúnas, Marabá, Pará


pDigital, Marcelo Min / Agência Fotogarrafa, 20061017, Pará, Marabá, Rio Itacaiúnas, plástico

pDigital, Marcelo Min / Agência Fotogarrafa, 20061017, Pará, Marabá, Rio Itacaiúnas, José Vitor
José Vitor

Posted by fotogarrafa at 08:22 AM

outubro 02, 2003

Chamado do Velho Chico


Xique-Xique (BA)
Dia 4 de outubro o Velho Chico vai estar fazendo 502 anos de sua descoberta. Em junho e julho de 2001, percorri, juntamente com o Fábio Murakawa, toda a extensão do rio e vou estar publicando aqui no fotogarrafa algumas fotos inéditas da viagem. Era a época do racionamento de energia, da pior seca dos últimos 70 anos e o FHC queria que queria transpor as águas do rio São Francisco para outras regiões de seca. Felizmente, dois meses depois, a idéia foi completamente abandonada. Agora, caracas!, é o Lula quem está querendo fazer a transposição de suas águas, o que será uma tragédia para toda a sua população ribeirinha Então as fotos que estarei publicando aqui é só pra dizer que sou radicalmente contra qualquer iniciativa de transposição, num rio e numa população que já sofrem intensamente com a lógica de produção de energia elétrica e onde não se vê nenhuma
iniciativa de recuperação ambiental de suas margens e do cerrado que é onde nasce o Velho Chico. texto de 2001 www.marcelomin.com.br/mmin/vch.html Para ouvir o grito do bom e Velho Chico basta olhar. Tudo está seco, assoreado e raso. Não há mais peixes e há muito pouco transporte fluvial. Em Xique-Xique na entrada da barragem de Sobradinho, por causa da seca, é comum o encalhe das embarcações, obrigando os passageiros a empurrar o barco. Vale lembrar que Sobradinho já foi o maior lago artificial do mundo com mais de 4.000km²


Há pouca coisa para se comemorar nos 500 anos de descoberta da foz do Rio São Francisco, pelo navegador e explorador italiano Américo Vespúcio, no dia 4 de outubro de 1501. Pelo menos, o polêmico projeto do governo federal que consumiria R$ 3 bilhões para transpor as águas do São Francisco para outras regiões do semi-árido nordestino (e que beneficiariam diretamente alguns poucos políticos espertalhões) foi abandonado. Um grande motivo para se comemorar. O Velho Chico com certeza agradece.


A hidrovia do rio São Francisco começa logo após a represa de Três Marias, na cidade mineira de Pirapora. Mas o rio está assoriado e seco. Em junho de 2001 nenhuma das chatas (embarcação fluvial de carga) fazia o percurso de 1,3mil km entre Pirapora e Juazeiro. Devido ao baixo nível das águas, uma viagem de quase uma semana, descendo o curso do rio, levaria quase um mês ou mais. Além disso, a falta de cheias é a maior reclamação dos pescadores. Com as construções das barragens, a vazão do rio foi regularizada. Até antes da crise energética, 90% da energia consumida no Nordeste era produzida apenas apartir do complexo de hidroelétricas da CHESF instaladas no Velho Chico. Produzir energia é prioridade total. A vazão do rio depende então dos humores dentro dos gabinetes da CHESF e do Governo Federal em se manter os níveis mínimos dos reservatórios. A irrigação, o transporte fluvial, a água para o consumo humano, a pesca, a cultura dos ribeirinhos são relegados a um segundo plano frente a importância estratégica de uma perversa política de produção de energia muito mal planejada.


Ribeirinhos apesar de possuirem água encanada em casa, usam o rio para se banhar, lavar as roupas e panelas e buscar água para beber. Primeiro para se economizar no orçamento do mês, e depois porque em casa a falta de água é constante. Para o frei Luiz Cáppio, Bispo Diocesano da cidade de Barra (BA) há aí um agravante. "A poluição está pouco a pouco envenenendo a população. Devido aos projetos de irrigação do Médio São Francisco e da falta de fiscalização aumentou-se muito o uso do agrotóxico. Não me surpreenderia se a causa deste grande número de crianças com deficiência mental fosse além da subnutrição, a poluição do rio São Francisco."


Bom Jesus da Lapa, BA


Nas peixarias da cidade de Xique-Xique, o tradicional Curimatã passou a ser importado da Argentina. Peixe consumido salgado pelos sertanejos, agora tem 70% da produção importada do país vizinho. A peixaria Costa começou a importar há 6 anos. Depois de salgado, é distribuído em Feira de Santana, Irecê e em algumas cidades de Sergipe. O IBAMA permite a pesca do Curimatã acima dos 40 cm, o que atualmente é raro. Se antes os pescadores saiam de Xique-Xique e se deslocavam apenas
1 km rio adentro, para a pesca do Curimatã, hoje precisam navegar por pelo menos 100km já em pleno Lago de Sobradinho em busca do mesmo pescado.


Os irmãos Melchiades e Moal


Neste acampamento do MST à beira de um braço do Velho Chico, em Canindé do São Francisco (SE), as pessoas passam fome, simplesmente porque aqui não há mais peixes, nem terras para o plantio, nem sementes, nem empregos...


Marine é filha de sem terras e tem apenas um ano e não pára de chorar. Cercada de moscas e toda suja, Marine não pára de chorar. Talvez seja dor, talvez seja fome e Marine continua chorando. Espera sozinha a mãe chegar pois quem cuida dela é a sua irmã Pauliane que tem 5anos e que também espera a mãe chegar. Marine só pára de chorar quando está dormindo mas ela acordou e não vai parar de chorar.

Posted by fotogarrafa at 12:05 AM

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